inctAmbTropic II – Honorary Lecturer

O programa de Professores Visitantes Honorários, do INCT AmbTropic, em conjunto com o IODP-CAPES (profa. Helenice Vital – UFRN), promoveu a vinda do Professor Andre W. Droxler (Rice University) para uma série de cursos na UFPE, UFBA e UFRN. Na UFBA, o curso “Mixed Carbonate Siliciclastic Margins: Reefs Establishment, Growth, and demise from Quaternary to Cambrian“ foi ministrado entre os dias 22 e 24 de janeiro. O curso supervisionado pelo prof. Ruy Kikuchi (UFBA), foi seguido de duas palestras que tiveram como tema a ciência que suporta os estudos das mudanças climáticas globais, e novas evidências da influência de mudanças climáticas no declínio da civilização Maia. Suas atividades foram complementadas por uma visita de campo a microbialitos da porção norte da Chapada Diamantina, em especial, ao Geossítio Fazenda Arrecife, no município de Várzea Nova, onde os alunos obtiveram o suporte suplementar no estudo de ocorrências de recifes microbianos do Precambriano.

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#RecifesdeCorais #Seminário

GEOHAB2017 e inctAmbTropic

A falta de recursos praticamente “congelou” as atividades de pesquisa  do inctAmbTropic. Desde 2014 que  não recebemos novos recursos. O inctAmbTropic Fase II (Edital 2014) foi aprovado e com os recursos inicialmente liberados estamos tentando manter um mínimo de atividades. Como este “blog” foi concebido para funcionar como um repositório das atividades do inctAmbTropic, estamos pouco a pouco retomando as postagens, incluindo as atrasadas.

Em maio de 2015 o inctAmbTropic apoiou a realização do GeoHab2015 (ver postagem) em Salvador, Bahia. O estudo da geodiversidade dos fundos marinhos é uma das metas do GT2.1 (Geodiversidade, Biodiversidade e Recursos Vivos da Plataforma Continental). Como desdobramento do evento a profa. Tereza Araújo (UFPE)  aprovou um projeto de pesquisador visitante de curta direção, junto à UFPE, o que possibilitou a visita do prof àquela instituição logo após o GeoHab2015. Na ocasião o prof. Craig Brown, ministrou um curso de pós-graduação sobre mapeamento de habitats marinhos, com 15 horas de duração.  Participaram deste curso diversos alunos vinculados ao inctAmbTropic que desenvolvem trabalhos nesta área. Alguns destes alunos já concluíram e defenderam com sucesso suas teses e dissertações.

O GEOHAB 2017 foi realizado em Nova Scotia, Canadá, no período 1 a 5 de maio de 2017.

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GeoHab 2017

Duas integrantes da equipe do inctAmbTropic estiveram presentes: Tereza Araújo (Professora) e Débora Lucatelli (Pós-Doc) (ex-bolsista do inct) do  Departamento de Oceanografia UFPE, Grupo de Pesquisa LABOGEO (Laboratório de Oceanografia Geológica).

Dois trabalhos foram apresentados:

Marine geodiversity of northeastern Brazil: a step towards benthic habitat mapping in Pernambuco continental shelf. DEBORA LUCATELLI, J.M.R. CAMARGO, C.J. BROWN, J.F. SOUZA-FILHO, E. GUEDES-SILVA, T.C.M. ARAÚJO

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A dra Debora Lucatelli (ex-bolsista do inctAmbTropic) coordenou a seção 4 do evento: Shelf and deep-sea habitats

Submerged channels of the eastern Brazilian continental shelf: Can the slope value be used as potential surrogates of reef environments? TEREZA C.M. ARAÚJO, J.M.R. CAMARGO, B.P. FERREIRA, M. MAIDA

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Profa. Tereza Araújo (UFPE)

A dra. Debora Lucatelli (UFPE) coordenou ainda a seção 4: Shelf and deep-sea habitats e a  proof. Tereza Araújo (UFPE) participou ainda como no painel Grand challenges in shelf and deep-water mapping, and emerging Technologies, coordenado por Anthony Grehan e tendo como participantes Aarno Kotilainen, Tim Webster, Arne Pallentin e Tereza Araújo.

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A profa. Tereza Araujo (UFPE) participou no painel Grand challenges in shelf and deep-water mapping, and emerging Technologies, do Geohab2017

A dra. Tereza Araujo nos enviou o seguinte relato de sua participação:

“O evento foi muito bem organizado, muito proveitoso. Acho importante a participação do Brasil, apesar de nossas dificuldades. Entretanto, devagar e sempre estamos lá. Uma coisa importante, é publicação da segunda edição do Seafloor Geomorphology as Benthic Habitat: GeoHAB Atlas of Seafloor Geomorphic Features and Benthic Habitats, editado em 2011 por Peter Harris e Elaine Baker (Elsevier ISBN: 9780123851406). Dessa vez teremos o que apresentar (aqui eu gostaria de afirmar a importância do INCT, para nosso avanço). O dr. Peter Harris me perguntou se nós participaríamos e eu confirmei. Penso que vários grupos brasileiros já têm dados no mesmo nível do que é feito no exterior. Acredito ainda, que o Craig Brown e o Brian Todd valorizaram muito nossa participação, tanto com o convite para Débora coordenar uma Seção, como o convite para minha participação no Panel Discussion. Eles queriam a participação do Atlântico Sul, e no final foi muito válido, discutir um pouco (foi só 20 minutos) sobre nossas dificuldades e avanços também. Várias pessoas conversaram comigo em separado, e sempre perguntavam pelos próximos passos. O Geohab2018 será em Sta Barbara, Califórnia, organizado por Guy Cochrane. Foi ainda bastante discutida a possibilidade de organização de webseminar em outras línguas (espanhol, português, chinês, etc), para que se consiga uma maior penetração  e expansão do GEOHAB, assim como treinamento no uso de equipamentos e softwares.”

Geohab2015 – uma grande realização do inctAmbTropic

O último post deste blog foi em outubro de 2014.

A  proposta do inctAmbTropic foi submetida em 2010, e recebeu a primeira parcela de recursos em 2012. Em 2014, submetemos a prestação de contas e os relatórios para ter acesso a 2a parcela. A prestação de contas encontra-se aprovada, porém, até o momento não recebemos os recursos da segunda parcela.

Esta falta de recursos ocorre em um momento crucial da execução dos projetos, com a interrupção da coleta de séries temporais de dados oceanográficos que ficarão irremediavelmente comprometidas. Alguns GTs tentaram dar prosseguimento a algumas destas coletas, por mais alguns meses, mas estas finalmente tiveram que ser interrompidas. Assim os Grupos de Trabalho naturalmente deverão pouco a pouco desviar seu foco para outros interesses e projetos. Acrescente-se a isto a interrupção de experimentos e a desmotivação dos bolsistas do projeto que ficam sem desenvolver as atividades inicialmente programadas. Esta é a principal razão pela qual as notícias cessaram à partir de outubro de 2014.

Isto acontece justamente quando algumas das principais iniciativas do trabalho em rede começaram a dar os seus frutos mais importantes. Um destes resultados foi a realização do Geohab2015 em Salvador, Bahia, no período 3-8 de maio. Esta foi um iniciativa do GT2.1 – Geodiversidade e Biodiversidade dos Substratos Plataformais, capitaneada pelo prof. Alex Bastos (UFES).

O evento contou com a participação de 129 pesquisadores, oriundos de 16 países. 40 destes pesquisadores eram estudantes do Brasil e exterior.

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Participantes do Geohab2015

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Cerimônia de Abertura – da esquerda para a direita Dr. Olival Freire Junior (Pró-Reitor de Pesquisa da UFBA), Dr. Alex Bastos (UFES), Dr. José Maria Landim Dominguez (UFBA), Dr. Gary Greene (CRC) e Dr. Eduardo Santana de Almeida (diretor da FAPESB).,

Foi a primeira vez que o evento ocorreu na América Latina. O evento contou com o apoio financeiro da CAPES, CNPq e FAPESB e de 10 “sponsors” da indústria (Petrobrás, ESRI, QPS, Teledyne Reson, Edgetech, Klein Associates, Caris, Nortek, Chesapeake Technology e Fugro).

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Sessões Plenárias

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Geohab 2015 – Salão de exposição dos patrocinadores industriais

Este é um exemplo do fruto do trabalho em rede que o inctAmbTropic viabilizou. O comitê organizador local foi constituído pelos pesquisadores do GT2.1: Alex Bastos (UFES), José Maria Landim Dominguez (UFBA), Helenice Vital (UFRN) e Tereza Araújo (UFPE).

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Sessões Painel

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Comitê Organizador Local – da esquerda para a direita: Helenice Vital (UFRN), Alex Bastos (UFES), José Maria Landim Dominguez (UFBA), e Tereza Araújo (UFPE).

O evento foi considerado por todos um grande sucesso.

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Visita de Campo – Passeio na Baía de Todos os Santos

#Biodiversidade #Congressos

GeoHab2015 divulga sua primeira circular

O GeoHab2015 será realizado em Salvador, Bahia (4-8 de maio de 2015). Esta foi um iniciativa do GT2.1 – Geodiversidade e Biodiversidade dos Substratos Plataformais, do inctAmbTropic.

O GeoHab (Marine Geological and Biological Habitat Mapping) é uma associação internacional de pesquisadores que estudam as características biofísicas de habitats e ecossistemas bentônicos, como substitutos (proxies) das comunidades biológicas e da biodiversidade.

A Primeira Circular do evento está disponível para download neste link: GeoHab2015 Circular 1

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Os principais tema escolhidos para a Conferência de 2015 são:

Oceanographic Variables in Marine Habitat Mapping: Habitat diversity and distribution is a result of the interplay between different oceanographic variables. How can we integrate biological, geological, chemical and physical variables in habitat mapping? The session will explore multidisciplinary approaches to habitat mapping, including case studies.

Acoustic Backscatter: Applications, Challenges and Best Practices: This session aims to bring together studies focusing on backscatter applications and challenges to habitat mapping and the best practices, expanding on the results of the GeoHab Backscatter Working Group.

Habitat Mapping for Marine Spatial Planning: sustainable use of Marine Natural Resources is a major concern all over the world. In this context, marine habitat mapping is a major step in the identification of areas suitable to the establishment of Marine Protected Areas. The main goal of this session is to present studies/experiences from different regions of the world focused on the use of habitat mapping for marine spatial planning.

Heterogeneity of Tropical Seas Habitats: The tropical oceans present a high degree of spatial heterogeneity of its geo and biodiversity. From the Amazon Plume to the Tropical Coral reefs of Abrolhos and the storm-dominated environments in the south, a number of different geological/ sedimentological settings are represented along the Brazilian Margin. We welcome case studies from the Brazilian Margin and other regions of the world focusing on habitat heterogeneity.

Coastal, Shelf and Deep-Sea Habitats: This session aims to bring together studies from all over the world involving case studies on seabed habitat mapping.

Technology, Methods and New Approaches in Marine Habitat Mapping: linking acoustics, ground-validation and modelling: Following the workshop held in Geohab 2014, this session will explore new technologies and approaches for habitat mapping and predictive modelling.

Geohabitat Mapping Applications to Marine Energy and Mineral Industries: The expansion of oil exploration to deep and ultra-deep waters and renewed interest in Marine Minerals raise a series of issues concerning marine habitat protection and conservation in jurisdictional and international areas. How are the industry, government and academia dealing with this?

#Congressos #GT21 #HabitatsMarinhos

Escola de Verão sobre Mudanças Costeira concluída com Sucesso

A escola de verão em Mudanças Costeiras realizada no periodo 8-18 de setembro de 2014 em Natal (RN) com o apoio do inctAmbTropic (GT2.1), foi um sucesso. A escola de verão foi organizada pelo Consórcio de Excelência “The Future Ocean” da Universidade de Kiel – Alemanha e contou com a participação de alunos de vários cursos de graduação e pós-graduação do região norte e nordeste do Brasil. A profa. Helenice Vital do GT2.1 esteve ativamente envolvida na organização do evento.

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Participantes de Escola de Verão durante excursão de campo na praia de Ponta Negra (Natal)

#ErosãoCosteira #NiveldoMar #ZonaCosteira

Escola de Verão em Natal

No periodo 8-18 de setembro de 2014 será realizada em Natal (RN) com o apoio do inctAmbTropic (GT2.1), a escola de verão sobre Mudanças Costeiras. A escola de verão é organizada pelo Consórcio de Excelência “The Future Ocean” da Universidade de Kiel – Alemanha. Para maiores informações acessar o portal do Future Ocean.

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Escola de Verão em Mudanças Costeiras

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Programa Científico da Escola de Verão

#ErosãoCosteira #EscoladeVerão #GT21

Novas Publicações dos GTs 2.1 e 3.2

Os GTs 2.1 Geodiversidade e Biodiversidade dos Substratos Plataformais  e 3.2 Ciclos Biogeoquímicos, Fluxo de CO2 e Acidificação do Oceano Atlântico Tropical,  publicaram recentemente dois trabalhos em periódicos conceituados, listado abaixo:

Gomes, MP, Vital, H, Bezerra, FHR, Castro, DL, 2014. The interplay between structural inheritance and morphology in the Equatorial Continental Shelf of Brazil. Marine Geology, 355, 150–161

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Mapa batimétrico mostrando as principais falhas perfis batimétricos e sísmicos: (a) —Coroa das Lavadeiras b—arenitos de praia, c—Campo de dunes subaquosas de Guamaré, d— Coroa Branca, e—Vale Inciso do Açu, f— Vale Inciso do Apodi;  (B) Compartimentos batimétricos da platform continental. Principais falhas: 1—Afonso Bezerra; 2—Carnaubais; 3—Macau; 4—Ubarana; 5—Pescada; 6—Shelf Edge Faults; 7—Areia Branca.

Resumo:

The primary objective of this study is to assess the control of faults of the rift and post-rift stages on the shelf morphology of the Potiguar Basin in northeastern Brazil. This aborted rift basin was generated during the opening of the Equatorial Atlantic in the Aptian. The offshore portion of the continental margin consists of a narrow (~ 40 km) and shallow (~ 70 m below present sea-level) continental shelf with a very steep continental slope (1:11). Our dataset encompasses gravity, bathymetric, shallow seismic and structural data. The results indicate that low sedimentation rates during the Quaternary period contributed to the identification of structural controls in pre-Holocene rocks. The key evidence for fault reactivation on the seafloor is the link between coastal and shelf features associated with pre-Cenozoic structures of the Potiguar Basin. During periods of low sea level, the incision of shelf valleys was readjusted longitudinally and transversally due to the structural controls. Shelf gradient breaks are associated with the occurrences of coplanar ESE– WNW-oriented faults, and uplifted and subsided areas occur in between these fault systems. The results indicate a strong correlation between the margin geometry, modern shelf surface, near-surface expression, and the rift-phase faults, which appear to be reactivated in concordance with the present-day margin stress field. We conclude that neotectonics has influenced both the sediment deposition and morphology of the NE Brazilian Equatorial margin during Quaternary times.


Servain, J, Caniaux, G, Kouadio, YK, McPhaden, MJ, Araujo, M. 2014. Recent climatic trends in the tropical Atlantic. Climatic Dynamics. 
DOI 10.1007/s00382-014-2168-7

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Mudança na SST (°C) e PWS (m2/s2) durante 1964–1975 (a) and 1976–2012 (b). Os contornos em magenta indicam 95% do teste de confidência de Mann– Kendall para a SST; apenas os vetores PWS significativos de acordo com 95% do teste de confidência de Mann–Kendall estão plotados.

Resumo:

A homogeneous monthly data set of sea surface temperature (SST) and pseudo wind stress based on in situ observations is used to investigate the climatic trends over the tropical Atlantic during the last five decades (1964–2012). After a decrease of SST by about 1 °C during 1964–1975, most apparent in the northern tropical region, the entire tropical basin warmed up. That warming was the most substantial ([1 °C) in the eastern tropical ocean and in the longitudinal band of the intertropical convergence zone. Surprisingly, the trade wind system also strengthened over the period 1964–2012. Complementary information extracted from other observational data sources confirms the simultaneity of SST warming and the strengthening of the surface winds. Examining data sets of surface heat flux during the last few decades for the same region, we find that the SST warming was not a consequence of atmospheric heat flux forcing. Conversely, we suggest that long- term SST warming drives changes in atmosphere parameters at the sea surface, most notably an increase in latent heat flux, and that an acceleration of the hydrological cycle induces a strengthening of the trade winds and an acceleration of the Hadley circulation. These trends are also accompanied by rising sea levels and upper ocean heat content over similar multi-decadal time scales in the tropical Atlantic. Though more work is needed to fully understand these long term trends, especially what happens from the mid-1970’s, it is likely that changes in ocean circulation involving some combination of the Atlantic meridional overtuning circulation and the subtropical cells are required to explain the observations. 

#AtlânticoTropical #MudançasClimáticas #PlataformaContinental #TemperaturadaÁguadoMar

GeoHab 2015 – Salvador – Bahia – Brasil

Na reunião do GeoHab2014  realizada em Lorne, Austrália, no periodo 5-9 de maio de 2014, foi aprovada a realização do GeoHab2015 em Salvador, Bahia (4-8 de maio de 2015). Esta foi um iniciativa do GT2.1 – Geodiversidade e Biodiversidade dos Substratos Plataformais, do inctAmbTropic. A ida dos coordenadores do GT2.1 à Lorne recebeu apoio  do CNPq , através do edital de promoção de eventos mundiais.

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Reunião do GeoHab2014 em Lorne, Austrália

GeoHab (Marine Geological and Biological Habitat Mapping) é uma associação internacional de pesquisadores que estudam as características biofísicas de habitats e ecossistemas bentônicos, como substitutos (proxies) das comunidades biológicas e da biodiversidade. Os principais objetivos destes cientistas são:

1. dar suporte ao planejamento espacial do ambiente marinho, uso sustentado dos oceanos e tomada de decisão,

2. apoiar o desenho de Áreas Marinhas Protegidas (MPAs)

3. conduzir programas de pesquisa direcionados à geração de conhecimento sobre os habitats bentônicos e a geologia do fundo marinho,  e

4. conduzir avaliações de recursos vivos e não-vivos do fundo marinho para fins econômicos e de gestão, incluindo o desenho de reservas de pesca.

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Vista dos 12 Apóstolos, no Parque Nacional Port Campbell, próximo a Lorne, e objeto da excursão de campo do GeoHab2014

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Membros do GT2.1 que participaram do Geohab2014. A ida dos coordenadores do GT2.1 foi patrocinada pelo CNPq através do edital de apoio à realização de eventos mundiais. Da direita para esquerda: Alex Bastos, Helenice Vital, Tereza Araújo e José M Landim Dominguez. A profa. Tereza Araújo participou do evento com recursos próprios.

As reuniões anteriores do GeoHab ocorreram nas localidades listadas abaixo. O GeoHab2015 será o primeiro a ser realizado no Atlântico Sul.

  1. 2001 St. John’s
  2. 2002 Moss Landing
  3. 2003 Hobart
  4. 2004 Galway
  5. 2005 Sidney
  6. 2006 Edinburgh
  7. 2007 Nouméa
  8. 2008 Sitka
  9. 2009 Trondheim
  10. 2010 Wellington
  11. 2011 Helsinki
  12. 2012 Orcas Island
  13. 2013 Rome
  14. 2014 Lorne

O GT2.1 espera com esta iniciativa popularizar o uso  das modernas ferramentas de mapeamento do fundo marinho,  junto à comunidade brasileira.

#OceanoTropical #GT21 #Reuniões #Congressos #Biodiversidade

Ciência sem Fronteiras: Recifes Afogados de Abrolhos

A proposta Recifes Afogados da Plataforma e Quebra da Plataforma de Abrolhos: Geomorfologia, Evolução e Indicadores de Variação do Nível do Mar, submetida pelo prof. Alex Bastos (UFES) e um dos coordenadores do GT2.1 do inctAmbTropic foi aprovada no edital PVE do Programa Ciências Sem Fronteiras.

A proposta é uma parceria do com o professor Jody Webster da Universidade de Sydney-Austrália e concebida dentro do contexto de estudo de mapeamento de habitats marinhos – recifes mesofóticos de Abrolhos, um dos objetivos do GT2.1

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Os grandes megahabitats de Abrolhos (Fonte: Moura et al. 2013)

As metas da proposta aprovada são:

  1. Dar prosseguimento ao  mapeamento dos recifes mesofóticos até a quebra da plataforma, bem como a interpretação e contexto sismo-estratigráfico destes sistemas;
  2. Investigar a composição, idade e morfologia dos recifes mesofóticos ao longo da plataforma e na região de quebra da plataforma de Abrolhos;
  3. Avaliar a influência da paleotopografia na distribuição dos habitats marinhos;
  4. Determinar a relação entre composição das comunidades (corals, algae, sponges, octo corals etc) modernas dos recifes mesofóticos e a morfologia /gradiente de profundidade dos recifes;
  5. Comparar o sistema recifal mesofótico da plataforma de Abrolhos com o da Grande Barreira de Corais (GBC), usando modelagem geomorfológica.

O prof.  Jody Webster deverá ficar um mês no Brasil,  durante os próximos 3 anos, sediado na Universidade Federal do Espírito Santo. Estão garantidas ainda bolsas de doutorado sanduíche e pos-doutorado júnior.

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Jody Webster

Interesses de Pesquisa do prof. Jody Webster: 

Jody Webster’s research in sedimentology and stratigraphy focuses on carbonate sedimentology, climate change, and tectonics and it tends to take him to all the beautiful places in the world (e.g. the Great Barrier Reef, Tahiti, Hawaii and Papua New Guinea). Jody is particularly interested in coral reef and carbonate platform systems, both modern and ancient, and their associated sedimentary systems; as tools to address fundamental questions in paleoclimate variability and tectonics, and in turn the influence of these factors on the geometry, composition and evolution of these sedimentary systems. His research is multidisciplinary nature, encompassing traditional elements of sedimentology and stratigraphy, combined with the novel use of marine geology and geophysics, GIS, paleobiology, paleoecology, and geochemistry (stable isotopes, trace elements, radiometric dating). Jody is also heavily involved in several large international research programs including the Integrated Ocean Drilling Program (IODP) which is focused on recovering sediment cores from the sea bed to understand past sea level and climate changes.

#Abrolhos #Biodiversidade #GT21 #RecifesMesofóticos

GT 2.1 Realiza Levantamento Geofísico e Sedimentológico em Abrolhos

Entre 25 de janeiro e 5 de fevereiro de 2014, a equipe da UFES (prof. Alex Bastos – um dos coordenadores do GT2.1 do inctAmbTropic, Leila Longo – pós-doutorando, Laura Silveria- mestranda e Marcos Daniel Leite – mestrando) realizou uma campanha de campo na região do Canal de Abrolhos e costa-afora  do Arquipélago de Abrolhos. A equipe usou a embarcação Moriá. Mosaicos sonográficos de detalhe e coleta de sedimento superficial foram realizados visando o detalhamento do mapeamento de habitats inter-recifal e de recifes mesofóticos. As coletas sedimentológicas foram feitas com busca fundo do tipo van veen e com mergulho. Os vários habitats mapeados foram também fotografos por mergulho scuba. O detalhamento dos mosaicos de recifes submersos e a variabilidade sedimentológica e de biodiversidade bentônica em fundos inconsolidados deverá produzir um quadro novo para a região de Abrolhos. Está programado para março/abril uma nova campanha usando o sistema de batimetria de multi-feixe e o uso de um ROV.

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Equipe UFES em atividade de campo em Abrolhos

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Levantamento com Sonar de Varredura Lateral

#Abrolhos #Biodiversidade #GT21